Maio 05 2015

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A Maria do Céu foi para o Céu... Fechou os olhos que não sendo da cor do céu, traziam a todos um pouco dele, foi-se para sempre aquele sorriso tão doce, que era só dela, mas que dava a todos! Travou uma longa e difícil batalha com a doença que não lhe deu tréguas, mas esteve sempre acompanhada por outra pessoa que também tem uma alma bonita, e espirito de entreajuda. O seu marido, companheiro de vida, que agora de certeza tem guardado para sempre no seu coração as lembranças de momentos de muita cumplicidade vividos em comum. Eram os dois Voluntários no lar da SCMAH, na" nossa casa "como gosto de dizer. Vou sentir a falta da minha colega, e fico com pena de ter sido cobarde e não a ter ido visitar nos últimos tempos, mas sempre procurei saber como estava. Fica a falta, a saudade, e as lembranças. Até sempre amiga.

 

Izilda Amaral

Voluntária no Lar da SCMAH

 

publicado por servoluntariosempre às 19:24

Janeiro 27 2015

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 Era franzina, com uns olhos lindos da cor do céu!
Quando chegava perto dela recebia-me com o sorriso mais lindo do mundo. No começo da minha atividade de voluntária encontrava-se de cadeira de rodas, e ainda com alguma forma de comunicar, embora por vezes já um pouco difícil de compreender, mas dizia-me claramente: A senhora é o meu anjo da guarda! Gostava que eu lhe desse atenção e que lhe aconchega-se o agasalho, (cor de rosa que era o seu preferido!) Aos poucos foi ficando mais distante, mais frágil, mas sempre me deu o seu sorriso. Quando me ausentava por alguns dias dizia-me: A senhora fez-me tanta falta! Acho que tinha-mos uma grande cumplicidade. Agora nos seus últimos dias simplesmente sorria, e me seguia com o seu olhar azul até eu sair do quarto. Foi assim na última quinta-feira, ontem quando cheguei ao Centro Geriátrico, disseram que tinha voltado ao Hospital no fim-de-semana. Partiu de tarde para esse lugar do qual não existe regresso. Hoje fui fazer-lhe uma última visita, e pareceu-me que sorria serenamente embora já lá não estivesse. Levei-lhe uma Camélia branca simples e singela como era a D. Albertina, Tinha 94 anos.

 

M Izilda Amaral

Voluntária na Lar da SCMAH

publicado por servoluntariosempre às 20:26

Dezembro 22 2014

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publicado por servoluntariosempre às 11:15

Dezembro 06 2014

 

 

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No nosso dia foram só miminhos!

publicado por servoluntariosempre às 20:07

Setembro 15 2014

Olhar distante por dentro da vidraça, ninguém repara nela e ela em nada repara. Tantas coisas do passado lhe vêm à memória! Até parece que foi noutra vida que não a sua, namoro à moda antiga (que a família era de respeito!) casamento com pompa e circunstancia, filhos, uma família para cuidar, e como num abrir e fechar de olhos está só, rodeada de gente que como ela também já tiveram outras vidas, outros afazeres. Só, no meio de gente!

E o tempo passa, algumas vezes recebe visitas, familiares que de vez em quando, se lembram que tem alguém da parte da mãe ou do pai, que se encontra no lar de idosos (até muito bem cuidada!) e os filhos que nem sempre tem tempo e paciência para ouvir as mesmas queixas e lamentações, também por lá aparecem, mas com falta de tempo, sempre com muitos afazeres. Esquecidos já da época em que ela era então porto de abrigo para todos, filhos e netos.

Num repente uma voz já sua conhecida: D. A. está na hora do bingo, vamos jogar! Venha comigo, olhe que vamos começar já!

Mas será que ela quer jogar bingo? (está na hora do almoço, está na hora de cantar, esta na hora de... e de....)Ela deixou de ser dona do seu tempo,( que o lar tem os seus horários e que devem ser respeitados!) O que lhe vale é o seu mundo interior, esse ninguém o tira! Tantas recordações, todo o amor e carinho que ainda tem para dar, (mas que a ninguém parece interessar.) todas as palavras que tem para dizer, mas que já não tem importância, pois é simplesmente mais uma idosa das muitas que ali estão. Só, no meio de muita gente.

 

Qualquer semelhança com o que se passa hoje nos nossos lares de idosos, é pura coincidência, mas não é por isso que deixa de ser uma realidade. Digo uma, porque existem outras realidades.

 

 

M. Izilda Amaral

voluntária no Lar de idosos da SCMAH

 

                           

publicado por servoluntariosempre às 18:19

Julho 25 2014

Quando o amor é verdadeiro não morre com o tempo, é para sempre. (Que me desculpem todos os psicólogos, e técnicos na matéria  )  Esta é a minha forma de pensar e estar na vida.

E ontem nos meus afazeres como voluntária da SCMAH na Enfermaria Geriatria, vi algo que só veio confirmar aquilo em que acredito.

Então aqui fica o meu pequeno testemunho: Logo a seguir ao almoço, vi chegar numa cadeira de rodas, que uma auxiliar empurrava e vindo doutro serviço, um senhor já idoso que se expressava com dificuldade, mas que sabia bem o que queria! Vinha visitar a sua esposa que se encontra acamada e de certo modo já um pouco longe das coisas deste mundo( está assim não sei precisar desde quando)  Falando carinhosamente com ela consegui perceber por entre as suas lágrimas, estas palavras  Como tu eras linda! Mulher da minha vida! Confesso que fiquei com um nó na garganta, perante tão linda declaração de amor. A senhora auxiliar  que também se comoveu, foi embora eu fiquei um pouco mais, o suficiente para o ajudar a  ele pegar -lhe na mão, e só lhe disse: Ela não era linda , ela é linda! foi um momento tão intenso que não quis deixar de partilhar, estou a escrever sem me preocupar com pontuações ou virgulas, faz de conta que é o novo acordo ortográfico!

Ontem quando terminei a minha tarefa,  vim embora  com o coração mais cheio!

Gostava de deixar aqui um desafio a alguma  ou algum voluntário, para também darem os seus testemunhos, pois certamente não sou só eu que vejo acontecer estas situações.

Sim meus amigos, o verdadeiro amor é eterno! O resto não é amor, é outra coisa qualquer!

 

M Izilda Amaral, voluntária no lar de idosos da SCMAH

publicado por servoluntariosempre às 10:12

Julho 10 2014

 

- Está a coordenar um novo projeto de solidariedade na Terceira. Chama-se ajud’ARTE e começa, agora, a dar os primeiros passos. O que é, enfim, o ajud’ARTE e de que convicções nasce esta ideia?

                O ajud’ARTE é um projeto da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo que pretende aliar a arte à solidariedade. Angariará fundos através da organização de diversos eventos (concertos, workshops, espetáculos de rua, peças de teatro…), contando com a participação graciosa de artistas e voluntários que queiram dispor do seu tempo e talento a favor de diferentes causas sociais. Deste modo, poderemos colaborar na reparação de casas em mau estado, em tratamentos e exames médicos, adquirir diversas ajudas técnicas, como cadeiras de rodas e andarilhos e responder, da melhor forma possível, aos diferentes pedidos que forem surgindo. Contaremos também com a ajuda de profissionais qualificados e entidades oficiais para a sinalização e seleção dos casos a ajudar e com parcerias e patrocínios por parte de diferentes empresas locais, o que nos permitirá um melhor aproveitamento dos recursos do projeto.

                A ideia nasce como sendo uma forma de ligar dois mundos que nos são muito próximos (o do voluntariado e o da arte) e da convicção de que, juntos, poderão fazer a diferença na nossa sociedade.

 

- De que forma é que a Santa Casa da Misericórdia está envolvida no projeto?

                A Santa Casa da Misericórida de Angra do Heroísmo é a entidade promotora e enquadradora do projeto. Esta iniciativa assenta num princípio de diversificação dos projetos de voluntariado da Instituição, nomeadamente no que se refere ao objetivo de promoção do voluntariado jovem orientado para o público interno da Instituição mas também para a comunidade envolvente. Surge, portanto, no âmbito do plano de atividades do Serviço de Voluntariado da Instituição.

 

- E como é que têm vindo a divulgar a ideia?

                A ideia tem sido divulgada na internet, através do facebook do projeto, em cartazes distribuídos pela cidade e em alguns meios de comunicação social locais. Para além disso, foi feita, durante o mês de maio, uma ação de sensibilização em algumas escolas da ilha, da qual resultaram as primeiras inscrições de voluntários jovens. Está também em construção o site do ajud’ARTE onde, para além de divulgarmos todos os eventos promovidos, poderemos mostrar o resultado das ações realizadas.

 

- O ajud’ARTE vive da boa vontade de quem quiser associar-se à ideia. Têm recebido propostas de gente que quer emprestar seu talento? Que leitura faz, aliás, da preocupação dos jovens sobre as questões da solidariedade e da ajuda ao próximo?

                O ajud’ARTE tem sido, de uma forma geral, muito bem recebido e apadrinhado. Têm havido vários jovens interessados em juntar-se a nós, alguns mostrando o seu talento e outros ajudando na logística do projeto. Para além dos voluntários, todos os artistas contactados, até agora, se têm mostrado bastante recetivos e disponíveis para colaborar connosco, quer para atuarem em algum evento ou para colaborarem num workshop. Por parte das empresas locais, a resposta também tem sido muito positiva. Conseguimos já diversos patrocínios (Escritório Digital, Tipografia Moderna, União Gráfica Terceirense, T-Shirt Mania, entre outros) e apoios (Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Associação Burra de Milho, Academia da Juventude e das Artes da Ilha Terceira, CFA da EPSCMAH e outros), o que nos permitiu que toda a divulgação e recursos necessários para as ações dinamizadas fossem conseguidos sem qualquer custo.

                A partir da experiência que tenho, quer como voluntária do ajud’ARTE, quer como voluntária da Santa Casa da Misericórdia, só posso concluir que os jovens também se interessam e preocupam com o próximo e com estas questões da solidariedade. Tal como todos os outros, eles vivem numa sociedade tão agitada e preenchida, que muitas vezes se torna difícil de conseguir conciliar o voluntariado com a avalanche de atividades diárias que os ocupam. No entanto, quando as oportunidades surgem e são confrontados com estas situações, a grande maioria dá o seu melhor para ajudar e colaborar o máximo possível.

                Qualquer pequena ajuda faz a diferença. Melhoramos a vida daqueles que precisam dela e crescemos muito como pessoas e como cidadãos.

 

- Já tem agenda para as próximas atividades?

                Temos projetada uma série de workshops mensais, que começou no passado mês de junho com um workshop de Dancehall e que terá continuidade este mês, num workshop de canto, com data a divulgar brevemente. Para além disso, estão a ser organizados diversos concertos, festas temáticas e serões culturais, que serão oportunamente divulgados. Estamos também a reunir um grupo de jovens que atuará em concertos de rua durante este verão, como forma inovadora e divertida de todos poderem colaborar neste projeto, mesmo sem ter um grande talento.

 

Entrevistada: Mariana Oliveira, voluntária da SCMAH

publicado por servoluntariosempre às 10:59

Abril 16 2014

Ser voluntário é querer ajudar todos os dias mais e mais e nunca se cansar, é chegar a casa depois de um dia de escola ou de trabalho e mesmo assim termos vontade e força para tirarmos tempo da nossa vida para estarmos com quem mais necessita, nem que seja para vê-los sorrir ou apenas dizerem-nos um olá.

Ser voluntário é partilhar o que vai no nosso coração com vários corações, é ajudar e ser ajudado, é estar presente quando necessário, é saber ouvir e mostrar-se interessado, corajoso e com sentimentos. Ser voluntário é saber compartilhar o amor, a felicidade e o conhecimento.

O voluntariado não é só bom para os outros, mas é bom também para nós porque nos ensina a valorizar o que temos de bom, a afastar preconceitos, a alcançar etapas na nossa vida e a fazer novas amizades.

Existem pessoas que me perguntam o que faço no voluntariado, se gosto, o que é que eu aprendo, se me faz feliz e a minha resposta é sempre a mesma: nunca é tarde para começar e experimentar ser voluntário.

Mesmo que estejas muito ocupado, deves sempre arranjar tempo para fazer alguém sentir-se importante.

Sê voluntário e ajuda quem necessita. Lembra-te: hoje és tu a ajudar mas amanhã poderás ser tu a precisar dessa ajuda!

 

Catarina Rosa

Voluntária na Santa Casa da Misericórdia

de Angra do Heroísmo

publicado por servoluntariosempre às 16:19

Fevereiro 24 2014

Voluntário é a pessoa que realiza determinada ação de livre e espontânea vontade. Também é comumente interpretado com o significado de trabalho sem fins lucrativos.

O voluntariado é o conjunto de ações de interesse social e comunitário em que toda a atividade desempenhada reverte a favor do serviço e do trabalho. É feito sem recebimento de qualquer remuneração ou lucro

O trabalho voluntário tem-se tornado um importante fator de crescimento das organizações não-governamentais, componentes do Terceiro Setor. É graças a esse tipo de trabalho que muitas ações da sociedade organizada têm suprido o fraco investimento ou a falta de meios. O voluntariado, ao contrário do que pode parecer, deve ser exercido de forma séria, e muitas vezes, necessita de especialização e profissionalismo! Por isso é muito importante apostar na formação desses cuidadores informais. Instituições como hospitais, clínicas lares de idosos, etc., precisam do auxílio de pessoas de boa vontade, mas com alguma formação nas respetivas áreas de ação. Em Portugal, o exemplo mais antigo e importante é representado pelas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, pilar fundamental do exercício "Vida por Vida".

 

 

Izilda Amaral

Voluntária na SCMAH

publicado por servoluntariosempre às 13:09

Dezembro 24 2013

publicado por servoluntariosempre às 17:02

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