Novembro 10 2011

Resumo:


"O envelhecimento demográfico constitui, actualmente, uma realidade e um sério
desafio para as sociedades actuais e para as gerações vindouras. Os cenários
demográficos prospectivos apontam para um crescente envelhecimento da população
mundial em geral, e da população europeia em particular. Este fenómeno será
particularmente acentuado no grupo dos idosos muito idosos, os quais constituirão um
população sucessivamente mais numerosa, exigente, escolarizada, esclarecida,
consciente dos seus direitos, portadora de novas patologias, nomeadamente as de
cariz crónico-degenerativo, e, por conseguinte, mais consumidor de cuidados,
nomeadamente na fase final da vida. Este cenário obriga a uma reflexão cuidada
acerca das respostas sociais destinadas aos idosos, na qual deverão assumir
particular importância os recursos humanos e, de entre estes, os Cuidadores de Acção
Directa e o papel dos mesmos no sistema de cuidados. As questões relacionadas com
a carreira e com a profissionalização destes actores são cruciais. Destas, escolhemos
a formação profissional como objecto deste estudo por a considerarmos um dos
factores chave para a qualificação e para a profissionalização duma categoria da qual
dependerá, de sobremaneira, a qualidade dos cuidados que legitimamente
quereremos exigir para os nossos idosos. Assim, após revisão bibliográfica e análise
da literatura existente sobre esta temática, durante a qual procedemos à descrição do
modelo inglês e do português no que à formação dos CAD diz respeito, procurámos
perceber quais as principais necessidades de formação profissional deste grupo
profissional, percebidas e expressas pelos próprios. Para o efeito, desenvolvemos um
estudo de cariz exploratório, centrado na utilização do inquérito por questionário, tendo
este sido aplicado a uma amostra de 253 CAD, enquadrados em instituições
localizadas em Portugal Continental e na Região Autónoma dos Açores.
A investigação que realizámos permitiu-nos a identificação de dois grupos de cuidadores
que evidenciam diferentes percepções relativamente às respectivas necessidades de
formação profissional. Essas necessidades expressas permitiram-nos identificar dois
perfis de necessidades – um grupo com mais e outro com menos necessidades de
formação. "


Livro muito interessante, para quem se interessa pelas questões do envelhecimento.

 

publicado por servoluntariosempre às 20:04

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